O Brasil conseguiu fechar com seus credores o reescalonamento de US$31 bilhões de sua dívida bancária de US$66 bilhões, com "spread" (taxa de risco) de 1,25% acima da "libor", a taxa interbancária londrina, o que propiciará ao país economia anual de US$348,7 milhões. O total da dívida externa brasileira é de US$100 bilhões e o acordo inclui a renegociação de US$6 bilhões vencidos em 1985 e US$9,5 bilhões relativos a vencimentos este ano. O Brasil pagava "spread" de 2,250% acima da libor. O coordenador do comitê bancário que assessora a dívida externa brasileira, Willian Rhodes, creditou o sucesso das negociações aos saldos comerciais obtidos pelo Brasil em 84 (US$13,1 bilhões) e em 85 (US$12,45 bilhões) (O Globo) (FSP).