O desemprego aberto no mês de agosto foi de 4,22% em relação à população economicamente ativa das seis capitais pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse índice tanto reflete uma pequena queda de 0,25%, quando comparado com a taxa de julho passado, quanto uma elevação de 0,72% se os números forem relacionados à taxa de agosto do ano passado. O setor que apresentou a maior taxa de desemprego aberto foi a indústria de transformação, cuja taxa passou de 3,44%, em agosto de 1986, para 5,95%, este ano. Na comparação com o mês de julho, o desemprego aberto só aumentou no comércio em 0,13%, enquanto os demais setores registraram redução de 0,41% (indústria e construção civil) e 0,24% (serviços). As taxas de construção civil e do comércio também cresceram na relação com o ano passado, respectivamente, 1,39% e 1,08%. Somente o setor de serviços registrou uma pequena variação negativa de 0,02%. O Rio de Janeiro foi a cidade que registrou a menor taxa de desemprego aberto em agosto (3,19%), apresentando queda de 0,59%, em relação a agosto do ano passado, e de 0,25% na comparação com julho. Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG) registraram a segunda menor taxa (4,12%). Os maiores índices ficaram com Porto Alegre (RS), 4,73% e São Paulo, 4,63%, sendo que esta foi a única cidade que registrou crescimento do desemprego na comparação com a taxa de julho. Em relação a agosto de 1986, Porto Alegre teve o desemprego aberto aumentado em 1,18% e São Paulo em 1,39% (JB).