O Brasil não quer um acordo provisório com os credores da dívida externa do país, mas um acerto que represente um avanço nítido em relação aos acordos já estabelecidos pelo México, Argentina e Filipinas junto aos bancos internacionais. Esta é a posição definida, ontem, pelo ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser Pereira, às vésperas da abertura oficial das negociações com os credores brasileiros, marcada para o próximo dia 25, em Nova Iorque. Os três pontos principais que, segundo Bresser, refletem o entendimento brasileiro sobre uma solução adequada para a dívida externa são a obtenção de "spreads" (taxa de risco) menores; a desvinculação entre o acordo com os bancos e o Fundo Monetário Internacional (FMI) e, finalmente, a abertura de novas formas de financiamento externo ao país, com prazos maiores e taxas mais reduzidas (O Globo).