INFLAÇÃO MEDIDA PELO INPC CHEGOU A 5,09% EM AGOSTO

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no mês de agosto foi de 5,09%, com acumulado no ano de 218,72%. O INPC, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reflete a variação dos preços da cesta de consumo de famílias com renda de um a cinco salários-mínimos e é medido entre os dias 1 e 30 de cada mês. O INPC era o indexador oficial até a criação do Plano Bresser, quando foi substituído pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC). O Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), em agosto, foi mais baixo, 4,87%, e mede a oscilação da cesta de consumo de famílias com renda de um a 30 salários-mínimos. O maior peso do INPC ocorreu em Belém, 9,01%, com 8,51% de IPCA. Em Brasília, foi registrado o menor INPC, de 4,35%, e no Rio de Janeiro o menor IPCA: 4,56%. O setor do vestuário foi o que mais subiu no INPC, com um peso de 9,13%, puxado pelas roupas masculinas (camisas, 12,71%; sapatos, 11,9% e calças, 9,5%). Os preços dos produtos alimentícios subiram 3,06% no INPC de agosto, com destaque para os aumentos dos peixes, 16%, carnes, 13,65%, farinha de mandioca, 10,86%, macarrão, 8,39%, e refeição em restaurante, 5,25%. O setor de transporte e comunicação veio em segundo lugar, com um resultado no INPC de 7,76%, com forte influência dos automóveis usados, 15,7% e das passagens dos ônibus urbanos, 8,61%. Os 19,5% em aluguel residencial foram a principal causa dos 4,87% em habitação (O Globo) (JB).