Dos 53 milhões de trabalhadores que compõem a população economicamente ativa do Brasil 42% ganham até um salário-mínimo (Cz$2.400,00) ou não recebem nenhuma remuneração. No nordeste, esse percentual sobe para 62,6%, enquanto na região sudeste a média cai para 31,7%. Os dados constam do Anuário Estatístico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o ano de 1986, que também revela um aumento de 40,6% no índice de analfabetismo nas cidades, enquanto a população urbana registrou um crescimento de 20,21%. Entre a população economicamente ativa, 19,29% não têm nenhuma instrução ou frequentou a escola menos de um ano. O maior índice de falta de instrução entre a população economicamente ativa é o do nordeste, com 40%. Em seguida, vem a região centro-oeste, com 16%; o norte, com 11%; e o sul e sudeste, com 10%. O anuário de 1986 revela ainda que as unidades do INAMPS, durante o ano de 1985, fizeram menos atendimentos (JB).