O presidente da NUCLEBRÁS, Licínio Seabra, disse, ontem, em Belo Horizonte (MG), duvidar da cifra de US$37 milhões oficialmente fornecida pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) como o valor total que teria sido gasto no programa "autônomo" de enriquecimento do urânio a 1,2% pelo método da ultracentrifugação. O sigilo em torno do programa, desenvolvido sem o conhecimento da NUCLEBRÁS, disse Seabra, pode até justificar uma conta secreta. Seabra negou-se a entrar em maiores detalhes sobre esta afirmação. Ele disse ainda que o programa da NUCLEBRÁS, orçado até o momento em US$300 milhões, utiliza uma tecnologia de enriquecimento de urânio a 0,85% por jato centrífugo, sobre o qual não paira nenhuma dúvida (FSP).