GOVERNO REDUZ EM CZ$1,7 TRILHÃO OS INVESTIMENTOS

Na última versão do Programa de Ação Governamental (PAG), entregue ao presidente José Sarney no último dia 11 pelo ministro do Planejamento, Aníbal Teixeira, o governo reduziu em Cz$1,7 trilhão as estimativas de investimentos do país para o quinquênio 1987/91. Na versão anterior entregue ao presidente no final de agosto, os investimentos previstos somavam Cz$10,6 trilhões; nesta, eles ficam em Cz$8,9 trilhões, o equivalente a 14% do Produto Interno Bruto (PIB) calculado para o período. Na estimativa de investimentos, estão somados os gastos de custeio de programas sociais e outros custeios. Retirados esses gastos, os investimentos propriamente ditos ficam em Cz$4,6 trilhões, sendo que Cz$2,8 trilhões são do governo e Cz$1,8 trilhão do setor privado. Esses gastos com custeios somam Cz$4,3 trilhões. As fontes dos recursos são: o Tesouro Nacional entra com Cz$1,557 trilhão ou 17% do PIB; o Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND), nos cinco anos, vai desembolsar Cz$256 bilhões; as empresas privadas e estatais, segundo o PAG última versão, Cz$4,446 trilhões. Dentro da estimativa para créditos e financiamentos, estão previstos recursos na ordem de Cz$1,706 trilhão-- desses, Cz$220 bilhões são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mais Cz$303 bilhões do Banco Mundial (BIRD), outros Cz$232 bilhões do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), "outros créditos" no valor de Cz$652 bilhões e, finalmente, os recursos do FINAM, FINOR e FISET chegando a Cz$299 bilhões. Para totalizar os Cz$8,9 trilhões, o governo calcula mais Cz$941 bilhões provenientes de "outras fontes" (GM).