O Ministério da Saúde deverá liberar para comercialização, nos próximos dias, a droga "AZT" (azidotimidina), que prolonga a vida de portadores da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). O ministro Roberto Santos disse que os pacientes necessitados poderão obter autorização para importar o medicamento, fabricado pelo laboratório Wellcome na Inglaterra. Ele não definiu onde e em quais condições os aidéticos brasileiros poderão adquirir o remédio. Nos vinte países em que o medicamento é comercializado, o tratamento anual com a "AZT" custa em média US$12 mil (Cz$585 mil). O gerente-médico da Wellcome do Brasil, Pedro Dohan, informou que os documentos exigidos pelo governo para a obtenção do registro da "AZT" já estão prontos. O presidente da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) e diretor-executivo do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), Herbert de Souza, disse que o governo agiu de forma irresponsável não providenciando até hoje a liberação da droga no país (FSP).