POLÍCIA INVESTIGA "ROMBO" NO PROÁLCOOL

Os cinco maiores fabricantes de destilarias de álcool do país-- Dedini, Zanini, Congenor, Proquipe e Cosinor-- desviaram o equivalente a US$9 bilhões (Cz$450 bilhões) do Proálcool nos últimos seis anos, segundo inquérito da Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo. Em comum acordo com 16 destilarias e empresas ainda não identificadas, e com a cumplicidade dos fiscais de bancos repassadores, esses fabricantes receberam os recursos do Proálcool mas não aplicaram o dinheiro integralmente na construção das usinas. Valendo-se de notas "frias", emitidas por empresas-fantasmas, os beneficiários das fraudes conseguiram provar, junto aos agentes financeiros, a correta utilização dos recursos desviados. O escândalo foi descoberto em junho de 1984, depois de uma denúncia anônima, que possibilitou à Receita Federal comprovar a existência de empresas-fantasmas na região do ABC paulista, cobrando comissões de 2% a 10% pelas notas "frias" (O Globo).