A FETAPE (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco) sugeriu ao governo federal que desaproprie os 50 mil hectares de terra dos 25 beneficiários do chamado "escândalo da mandioca" para assentar pelo menos 1 mil famílias de lavradores sem terra no estado. As fazendas dos beneficiários do "escândalo da mandioca", denunciados em 1981 pelo procurador da República Pedro Jorge de Melo e Silva, que depois seria assassinado por sua atuação no processo, serviram de garantia para a tomada de empréstimos na Carteira de Crédito Rural do Banco do Brasil na cidade de Floresta para plantar mandioca. Os recursos foram desviados para outras atividades. Descoberta a fraude, a Justiça determinou o sequestro dos bens dos envolvidos e a penhora para garantir o ressarcimento dos prejuízos que, a preços de 1981, somavam mais de 1,5 bilhão de cruzeiros. Desde então, as fazendas estão sob domínio da União (JB).