O presidente da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) e diretor-executivo do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), Herbert de Souza, afirmou ser extremamente grave que o Ministério da Saúde vá à televisão denunciar suposto contrabando e falsificação do remédio "AZT", usado para prolongar a vida dos aidéticos, e não seja capaz de dizer quando a droga estará disponível no Brasil. Herbert de Souza, que, como a maioria dos hemofílicos brasileiros contraiu o vírus da AIDS em transfusão de sangue contaminado, disse que o impasse criado pelo Ministério da Saúde obriga os aidéticos a se submeterem a "um ritual caro e complicado" (JB).