O governo recuou e decidiu alterar a sua proposta para a renegociação da dívida externa com os bancos privados estrangeiros, tornando-a mais flexível e, consequentemente, passível de aceitação pelos credores. O ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser Pereira, anunciou que a conversão da metade da dívida em títulos brasileiros (a base da proposta) será feita de forma voluntária e o Brasil não vai mais exigir uma porcentagem mínima de títulos a serem subscritos pelos bancos. Pela proposta original-- rejeitada no último dia 8 pelo governo norte-americano e pelos principais credores do Brasil--, a conversão seria obrigatória e o deságio (ou desconto) seria fixado em, no mínimo 30%. A alteração anunciada por Bresser Pereira permitirá, segundo ele, que a negociação seja feita de acordo com a flutuação do mercado, sem qualquer tipo de imposição por parte do governo brasileiro (JB).