O mercado de ações brasileiro deverá contar nos próximos meses com recursos adicionais de US$270 milhões, referentes aos fundos de capital estrangeiro já aprovados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Se o governo permitir a conversão de parte da dívida em capital de risco, esse volume pode subir em pelo menos US$1 bilhão no prazo de um ano. Há dois tipos de fundos aprovados. O primeiro, mais conhecido como Fundo Brasil, aplicará US$150 milhões e se diferencia totalmente dos outros, que aplicarão US$120 milhões. O Fundo Brasil é uma companhia de investimentos constituída no exterior (no caso, nos EUA) sujeita, portanto, à legislação da "Securities and Exchange Commission (SEC), a similar norte-americana da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira. Para todos os efeitos, é uma empresa estrangeira, que terá suas ações oferecidas no mercado internacional e cotadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque. O dinheiro resuktante da venda das ações do Fundo Brasil será aplicado na compra de ações de empresas brasileiras. O Fundo Brasil é fechado, não admitindo resgates. Se o investidor quiser vender suas cotas, deverá fazê-lo através da Bolsa de Nova Iorque. Ou seja, os recursos aqui aplicados não serão repatriados, permanecendo para sempre no mercado brasileiro. A coordenação da venda das cotas será feita pelo BanK First Boston, mas a administração do dinheiro caberá à Scudder, Stevens and Clark, ambos dos EUA, com assessoramento de instituição financeira brasileira a ser escolhida (O Globo).