FRAUDE NA IMPORTAÇÃO DE ALIMENTOS

O Tesouro Nacional perdeu US$500 mil com a importação de arroz deteriorado da Tailândia; atrasos injustificáveis na descarga de leite em pó contaminado por radiação, importado da Noruega pela COBAL, resultaram em despesas de armazenagem de US$4 milhões; um navio permaneceu quase cinco meses no Porto de Santos para descarregar 29 mil toneladas de arroz, onerando o governo em US$700 mil de multas; funcionários públicos recebiam comissões de até 5% para facilitarem estas e outras irregularidades, que incluiam adiantamentos de milhões de cruzados para empresas privadas. Isto é apenas parte dos fatos apontados no relatório da comissão constituída pela Presidência da República para investigar irregularidades na importação de alimentos durante a execução do Plano Cruzado. A Polícia Federal abriu inquérito para possível indiciamento criminal dos responsáveis, incluídos numa lista de 17 empresas e onze pessoas, a maioria das quais funcionários públicos. São as seguintes as empresas relacionadas na sindicância: Serv Port Rio de Janeiro, encarregada da descarga dos navios; Super Inspect, da inspeção de carnes; Riomar Ltda, da emissão de notas fiscais; Frigorífico Tuiuti, C.C.I.C.-- Madureira; Vifrio Queimados; Frisa Niterói; Frimorite São Gonçalo; Cibrazem R. Alves; Cibrazem Irajá; Frigorífico Beira-Rio e Frimisa de Belo Horizonte (O Globo).