O orçamento que o presidente José Sarney aprovou para as empresas estatais neste ano prevê que o déficit ficará na faixa dos Cz$73,3 bilhões, correspondente a 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto), porém os números levantados pelo Banco Central, relativos ao período janeiro/junho indicam que as estatais já estão deficitárias em Cz$157,9 bilhões ou 1,4% do PIB. Confrontado diante desses números, o secretário da SEST (Secretaria de Controle das Empresas Estatais), Júlio Columbi, diz que ainda há uma chance do cumprimento da meta, desde que a política tarifária seja consistente com a variação das URP (Unidade Referência de Preços), ocorra a transferência dos recursos do orçamento fiscal para o das estatais e sejam observados os recursos externos previstos. Em relação a política tarifária, Columbi diz ter a garantia de que os reajustes ocorrerão ao nível da URP, tal como definido no "Decreto-Lei 2.335", podendo acontecer para a energia elétrica, principalmente, um pequeno reajuste real (acima da URP) em percentual que ainda não foi definido (O ESP).