Os técnicos de 11 países membros do Consenso de Cartagena encerraram, ontem, em Montevidéu (Uruguai), um encontro para discutir a situação da dívida externa da América Latina, recomendando o reescalonamento, de acordo com seu valor real no mercado paralelo. Papéis da dívida dos países do Terceiro Mundo são oferecidos, atualmente, às empresas multinacionais por um valor menor do que está estampado no documento, levando em consideração a situação econômico-financeiro de cada país. As dívidas dos países latino-americanos têm seus papéis oferecidos nos mercados paralelos a preços que vão de 20% a 80% de seus valores nominais, que as multinacionais compram e apresentam aos bancos centrais, fazendo com que essas instituições amortizem seus totais reais, em moedas nacionais (JC).