Ao encerrar ontem, em Brasília (DF), a 18a. reunião do Conselho Permanente, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) divulgou documento em que os bispos protestam contra o modo ofensivo que o presidente da entidade, dom Luciano Mendes de Almeida, tem sido tratado por certa instância governamental e por alguns meios de comunicação. Também manifesta preocupação com o momento atual, apelando aos dirigentes e ao povo brasileiro para que busquem "uma democracia real". O documento da CNBB ainda repudia a calúnia contra o Conselho Indigenista Missionário (CIMI). Durante o encerramento da reunião, um grupo de prostitutas entregou ao Conselho Permanente da CNBB documento no qual pedem que a prostituta deixe de ser considerada como "pecadora" pela Igreja e passe a ser encarada como vítima de uma estrutura social e econômica injusta" passe a ser encarada como "vítima de uma estrutura sócio-econômica injusta". O documento foi elaborado a partir do VII Encontro Nacional da Pastoral da Mulher Marginalizada, que contou com a participação de 60 prostitutas, além de oito freiras, três padres e três bispos (JC) (O Globo).