O Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) comunicou, oficialmente, às cinco importadoras de açúcar, que pretendiam comprar 480 mil toneladas pagando US$50 milhões, antecipadamente, que a operação foi suspensa. Segundo fontes de uma das empresas compradoras, o principal motivo da suspensão foi a denúncia publicada na imprensa de que a operação tinha irregularidades. A operação começou a ser negociada há quatro meses entre as importadoras Man, Philip Brothers e Gill and Duffus e os usineiros nordestinos e, posteriormente, entraram na negociação a Louis Dreyfus e a Lewis and Pitters, que propuseram a compra de açúcar refinado da Usina da Barra, de São Paulo, mas não ligada à Coopersucar ou a Sopral. A proposta era a de que o IAA receberia US$40 milhões pela venda de 400 mil toneladas de açúcar das usinas do nordeste e mais US$10 milhões pela venda de 80 mil toneladas da Usina da Barra. Esse dinheiro seria para o financiamento da produção dessas usinas e o açúcar começaria a ser entregue somente a partir do próximo ano, quando se acertaria o preço do volume assegurado de acordo com a cotação internacional à época do embarque (O Globo).