Novas reservas indígenas estão sendo criadas em áreas onde o projeto RADAM detectou ocorrências de minerais e metais nobres. Esta constatação foi feita em um relatório oficial e reservado do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), e que responde às acusações da Confederação Nacional de Geologia e do Conselho Especial de Igrejas de que o DNPM teria concedido alvarás de exploração em áreas indígenas. Segundo o relatório, a superfície atribuída aos territórios indígenas em 1981 totalizavam 17.112.461 hectares, correspondendo a 28 unidades. Destas áreas, apenas 11 estavam demarcadas naquele ano. De lá para cá, 16.401.985 hectares foram acrescentados a este total na região amazônica. Utilizando mapas da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), sobre os quais foram registrados as ocorrências de minerais descobertos pelo Projeto RADAM, o relatório aponta que na região conhecida como "Cabeça de Cachorro", no Alto Rio Negro, haviam sido concedidos 14 alvarás de pesquisa, "todos fora de áreas indígenas" (O Globo).