O ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser Pereira, encerrou ontem sua visita oficial de seis dias aos EUA para discutir a dívida externa brasileira com as autoridades norte-americanas, do FMI (Fundo Monetário Internacional) e banqueiros privados. Bresser volta sem qualquer resultado concreto além de uma data (começo de setembro) para o início das conversações com os bancos dos EUA. Os cinco contratos assinados pelo ministro com o Banco Mundial (BIRD), no valor de US$475,5 milhões, já estavam acertados e o dinheiro não será entregue de uma só vez, mas ao longo de sete anos. Do total assinado, US$51 milhões destina-se a um projeto de controle sanitário em 15 estados. A quatro outros destinam-se: US$200 milhões ao transporte urbano em nove capitais do país, US$100 milhões à reestruturação financeira da FEPASA (Ferrovia Paulista S/A), US$50 milhões a projetos de controle de poluição e US$74,5 milhões a treinamento e aperfeiçoamento da educação técnica e vocacional. Esses empréstimos referem-se ao "pacote" de empréstimos do ano fiscal 1986/1987, encerrado em 30 de junho último. Bresser Pereira afirmou que o Brasil poderá suspender a moratória dos juros da sua dívida externa, decretada em fevereiro passado, antes de 20 de outubro próximo "com um pagamento simbólico". Ele impôs duas condições para que isto aconteça: que os bancos credores privados acertem um acordo de refinanciamento da dívida brasileira e que não haja intervenção prévia do FMI (FSP) (GM) (JB).