O comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro determinou a abertura de averiguação sumária para apurar denúncias de que oficiais da Companhia de Operações Especiais (COE) machucaram, durante uma instrução, 20 soldados-- dois gravemente. Os militares, segundo as informações, obrigados a servir de cobaias numa sessão de tortura, levaram socos, pontapés, choques elétricos, "telefones" (tapas nos ouvidos) e ficaram no pau-de-arara. O major Lenine de Freitas, chefe de relações públicas da corporação, confirmou que a Companhia de Operações Especiais ministra instruções especiais a seus homens, pois é uma tropa de elite que deve estar sempre "altamente adestrada", mas negou que exista na PM treinamento de torturas. O coronel Luís Gonzaga Dias, chefe de polícia da corporação, foi designado pelo Comando para presidir as investigações. O major Lenine afirmou que essa denúncia será devidamente apurada e, se confirmado o desvio na instrução, as medidas regulamentares serão tomadas (JB).