O ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser Pereira, divulgou ontem, depois de aprovado pelo CDE (Conselho de Desenvolvimento Econômico), o Plano de Controle Macroeconômico, que prevê, entre outras medidas, o aumento da carga tributária. O plano aprovado ontem traz basicamente duas novidades em relação à versão já divulgada: um novo corte, de Cz$55 bilhões, nas despesas correntes da União para este ano; e a revisão do déficit público para 1988-- 2,2% do PIB (Produto Interno Bruto). Esse corte de Cz$55 bilhões, necessários para fechar o déficit público em 3,5% do PIB este ano, será obtido da seguinte maneira: regulamentação do seguro-desemprego, que economizará cerca de Cz$5 bilhões; cortes de pessoal, da União e das estatais de, no mínimo, Cz$18 bilhões; cortes de outras despesas correntes e "outras despesas de capital", de Cz$32 milhões. No capítulo que trata do déficit programado para 1988, o plano não demonstra com números a redução de 2,2% para 2% do PIB. Apenas afirma que essa meta do déficit é compatível com outras variáveis
10127 macroeconômicas, como a redução da poupança externa de 1,4% do PIB em
10127 1987 para 0,7% em 1988; taxa de investimento público de 7,5% do PIB, com
10127 crescimento real de 9% sobre 1987; aumento do investimento privado de 12,2%
10127 para 14,2%; e redução do excesso de poupança privada para financiar o
10127 setor público, de 2,1% do PIB para 1,3%. Quanto ao déficit deste ano, "a meta de 3,5% do PIB será perseguida, de acordo com o Plano de Controle Macroeconômico, através de cortes de Cz$124,3 bilhões no orçamento da União, o que reduzirá o déficit do governo de 2,5% para 1,4% do PIB, e de Cz$60 bilhões nas contas de estados e municípios, reduzindo seu déficit de 2,1% para 1,6% do PIB. As empresas estatais terão o déficit reduzido de 2,1% para 1% do PIB" (JB) (FSP).